História de Santa Bárbara

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Santa Bárbara é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 19º57’34” sul e a uma longitude 43º24’55” oeste, estando a uma altitude de 732 metros. A cidade é harmoniosa e ainda apresenta algumas ruas de paralelepípedos.

Sua população estimada em 2010 era de 27.876 habitantes. Possui uma área de 684,060 km².

Cidade histórica do Circuito do Ouro de Minas Gerais, localizada a noventa e oito quilômetros de Belo Horizonte (utilizando-se a BR 381/262 e a MG 436), no centro da Estrada Real. A paisagem bucólica, com suas igrejas, telhados e quintais, aos pés da imponente Serra do Caraça, fazem de Santa Bárbara um dos municípios mais bonitos de Minas Gerais. Cidade tranquila e acolhedora, apesar da agitação da atual fase de desenvolvimento econômico, é também dotada de um povo simples e hospitaleiro que preserva suas tradições e mantém uma vida cultural ativa.

Foi estabelecida como “Arraial de Santo Antônio do Ribeirão Santa Bárbara” pelo bandeirante paulista Antônio Silva Bueno, em 4 de dezembro de 1704, que ali encontrou ouro de aluvião e veios de pedras preciosas. Um fato interessante é que esse bandeirante fundou o arraial de Brumal na véspera, e até hoje o aniversário do distrito é comemorado na véspera do município. Em 1713 teve início a construção da Matriz de Santo Antônio (Matriz de Santa Bárbara). Posteriormente a cidade se tornou importante passagem na rota entre a Corte, no Rio de Janeiro, e as minas do centro/norte de Minas Gerais (Estrada Real – Caminho do Ouro e dos Diamantes). Em 1817 foi visitada pela expedição dos naturalistas Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptiste von Spix em sua passagem pelo sertão mineiro. Foi elevada à condição de Vila em 16 de março de 1839, e em 1858 à condição de Município com o nome de “Santa Bárbara do Mato Dentro”. Em 1861, os ingleses que ali chegaram organizaram a Santa Barbara Mining Company, na região que hoje se encontra Florália e Bateias, com o objetivo de retomar a exploração do ouro. Por volta de 1870, foi visitada pelo imperador Dom Pedro II que, no Santuário do Caraça, declarou que “só esta paisagem já paga a viagem a Minas Gerais”. Em 1878 tornou-se Comarca, desmembrando-se do município de Caeté. Nessa época seu território abrangia os atuais municípios de Barão de Cocais (São João do Morro Grande), Cocais (N.Sa. dos Cocais), Catas Altas, Conceição do Mato Dentro, São Miguel do Piracicaba, São Gonçalo do Rio Abaixo, Bom Jesus do Amparo, Nova União, Socorro, Brumado, e João Monlevade (Carneirinhos). No início do século XX (1908/1911), com seu filho Afonso Pena já como Presidente do Brasil, teve nova fase de desenvolvimento como importante entreposto comercial, como última estação da estrada de ferro na ligação com o grande sertão mineiro. Em 1911 foi inaugurada a estação ferroviária da estrada de ferro Central do Brasil (onde hoje, depois de desativada, abriga o projeto Estação da Música). Novos ciclos de progresso aconteceram em 1930, no governo de João Mota, e em 2000, com a instituição do turismo na Estrada Real, quando se tornou polo turístico entre as cidades históricas mineiras. Durante todo o ano de 2004, comemorou em alto estilo seus 300 anos de existência, com a participação ativa de toda a comunidade.

Entre seus vultos históricos encontram-se: Dom José Feliciano Pinto Coelho da Cunha (1792-1869), o Barão de Cocais, militar, político e empresário, no século XIX a maior personalidade e maior riqueza de toda região; o Presidente da República Afonso Pena (1847-1909), que governou o Brasil de 1906 a 1909 e foi a única personalidade política do Segundo Império (Comendador, quatro vezes Deputado e Ministro da Guerra, da Agricultura e da Justiça) que continuou sendo autoridade na República (Deputado Constituinte, Presidente da Província de Minas Gerais, Vice-presidente e Presidente do Brasil); o eminente Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (1890-1982) – nascido e criado no então Distrito de Bom Jesus do Amparo, construtor da Catedral da Sé quando bispo de São Paulo e primeiro arcebispo de Aparecida do Norte (SP), idealizador da catedral-basílica da Padroeira do Brasil; o violonista e compositor Mozart Bicalho (1911-1986), recordista em vendagem de discos e na criação de obras clássicas e populares para violão na “Era do Rádio”; e o líder político regional João Mota, prefeito de 1920/23 e 1929/32 que reurbanizou a cidade e conseguiu aglutinar os municípios da região do Médio Piracicaba, no centro-leste de Minas, em importante associação micro-regional.

 

 

Fonte: Wikipédia

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