História de Sabará

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Cidade histórica mais próxima da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, Sabará integra a Região Metropolitana (RMBH), situando-se a 17 km da capital, com os seguintes municípios limítrofes: Caeté, Nova Lima, Raposos, Taquaraçu de Minas e Santa Luzia. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui população de 126.269 habitantes e área de 302.173 km2. Registra Índice de Desenvolvimento Humano de 0,773, considerado alto pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento – PNUD/2000; Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 1.076.253.259 mil e PIB per capita de R$ 8.590,44, de acordo com a pesquisa IBGE/2008.

Origem

A origem de Sabará remonta a um arraial de bandeirantes, surgido no fim do século XVII. Com o crescimento do povoado, em 1707, foi criada a freguesia; em 1711, elevada a vila e município, recebeu o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, tornando-se cidade em 1838.

O desbravamento da região por figuras históricas destacam, por sua vez, o intenso processo de busca das riquezas do município que construiu a memória de personagens como os bandeirantes Fernão Dias e Borba Gato. Nesse contexto histórico, o nome da cidade destaca origem controversa, sendo atribuído, por alguns historiadores, à decorrência do termo tupi itá’berab’uçú (“pedra grande brilhante”), em referência à mítica “serra das esmeraldas”, em busca da qual seguiram os bandeirantes, em meados do século XVI.

Outra versão é do viajante inglês Richard Burton que ouviu, em 1867, que o nome da cidade teria sido tomado de um velho pajé que ali viveu em tempos remotos. Já o viajante francês Saint-Hilaire afirma que o nome “Sabará” resulta da mistura de corruptelas de termos indígenas. Para o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, relaciona-se, por sua vez, a particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o ribeirão Sabará deságua no rio das Velhas. A data de chegada dos primeiros exploradores à região – cujas incursões em território brasileiro partiram da cidade de Cabo Frio (Rio de Janeiro) – é imprecisa, mas, conforme o historiador Zoroastro Viana Passos, teria sido 1550, ou mesmo antes.

A religiosidade constitui fator marcante na formação da vida social e características culturais do município. Na origem histórica da região, há indícios de que, ao chegar à Sabará, o bandeirante Borba Gato assistiu uma missa em uma pequena capela e, dirigindo-se ao “Eldorado”, como era chamada a terra sabarense, seguiam-se incursões orientadas pelos índios, para terra distante, rica em pedras preciosas e ouro, Sabarabuçu. Além de guiarem o trajeto, os índios foram fundamentais no processo, porque transportavam cargas e serviam como interlocutores entre exploradores e tribos.

O comércio da região é outro elemento importante na constituição da vida social de Sabará. O setor desenvolveu-se expressivamente e, em 1702, o arraial da Barra do Sabará, próximo à Roça Grande, consistia em movimentado centro de comércio de gado, cavalos, escravos e mantimentos, além de ser o mais populoso das Minas Gerais.

A abundância de ouro e florestas possibilitou, por sua vez, a construção de igrejas e estruturação da cidade; lavouras em matas abertas atraíram imigrantes para construção de povoados pioneiros. Consequentemente, a prosperidade elevou o arraial à Villa Real em 1711, com absorção de arraiais vizinhos. A Comarca do Rio das Velhas foi instalada em 1714, com sede na vila, abrangendo área que fazia limite com os estados de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Goiás.

Sabará foi elevada à categoria de vila por Antônio de Albuquerque, logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. No início do século XIX, dividia-se em cidade velha e cidade nova. Hoje o município conta com divisão administrativa em sete regionais: Ana Lúcia, Borges, Fátima, General Carneiro, Ravena, Sede e Roça Grande.

 

 

Fonte: http://sabara.mg.gov.br/

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