História de Presidente Bernardes

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Calambau era seu nome antigo, pré – histórico. Antes, no inicio do século XVIII, o sítio, em que a cidade está: eram muito frequentados pelos donos da terra, os índios. Em sua língua Calambau significa lugar onde o mato é ralo e o rio faz curvas.

Em 1704, veio para esta região rica (em ouro), João de Siqueira Afonso, que explorou o ouro no leito do rio. Antes de 1710, o citado taubateano, a fim de aprisionar índios e encontrar mais ouro, regressava a Calambau. E nela os primeiros habitantes brancos foram paulistas e portugueses das famílias: Borba Gato, Cabral da Câmera, Carneiro Flores, Miranda, Moura, Costa, Fernandes, Fonseca, Siqueiro, Freitas de Souza, Moreira, Teixeira Guimarães, etc., todas muito interessadas na mineração, com o trabalho dos índios e dos escravos africanos. Mais de escravos que de índios, pois estes, de preferência, eram empregados nos trabalhos da agricultura, mais próspera do que a mineração. Com eles vieram os seus capelães  oratórios e os seus altares desmontáveis. Pois, a posse da terra, sempre se seguia a celebração do Santo Sacrifício da Missa e a edificação do Cruzeiro no morro mais alto. Os primeiros habitantes de Calambau filiados a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Guarapiranga, assistiram aos altos do culto católico em uma capela situada no alto do morro do Santo Cruzeiro, ela não há mais sinal, até o Cruzeiro desapareceu. Hoje o morro está bem povoado. Dele são vista dezenas de casas, dois prédios escolares e a estação de tratamento de água potável, iniciada no governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, a pedido do Deputado Federal Padre Pedro Maciel Vidigal. Esta capela fora providenciada por: Ana Cabral da Câmera. Quanto ao padroeiro dessa cidade, acredita – se que a escolha de Santo Antônio se deu ao fato, de que a maioria dos habitantes que surgia ali, as margens do Rio Guarapiranga, ser formados por portugueses, conterrâneos do Santo, além desta outras razões.

A velha matriz inaugurada em 1775, havia sido ampliado pelo Padre Francisco Lopes da Silva Reis (Padre Chiquinho), entre outubro de 1923 e novembro de 1924. Mas, antes de ser iniciada a segunda metade deste século: não estava mais em condições de continuar mais sendo Casa de Orações, um templo de Deus. Então o Padre José Nicomedes Grossi, Vigário da paróquia encomendou a planta da nova igreja ao arquiteto italiano Rafael Juliano. No dia 13 de junho de 1946, quando os Calambauenses festejavam seu Santo Padroeiro e as Bodas – de – ouro sacerdotais de seu inesquecível pároco Padre Chiquinho, esse sacerdote benzeu e lançou a pedra fundamental da nova Igreja Matriz. A partir de 1948, Padre Grossi tomou todas as necessárias providências para a construção da atual Igreja Matriz de Santo Antônio de Calambau, que iniciou sua obra no dia 1º de março de 1950.A Igreja Matriz de Santo Antônio de Calambau foi inaugurada, no dia 07 de setembro de 1953.

A EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

No mês de Janeiro de 1953, por iniciativa do Padre José Nicomedes Grossi, pároco à época, reuniu-se um grupo de cidadãos do Distrito para dar os primeiros passos rumo à sua Emancipação Político-administrativa em relação ao município de Piranga, ao qual pertencia. Desempenharam papel importante no Processo de Emancipação os seguintes cidadãos: Padre José Nicomedes Grossi (Presidente da Comissão); José Pedro Fernandes (Vice-Presidente); José Maria Peixoto, Escrivão do Distrito; Antônio Quintão Carneiro, Vereador, então, Presidente da Câmara dos Vereadores de Piranga; Amantino Luiz Diogo, Vereador; Leonídio Quintão Vidigal, Vereador e Francisco Quintão Vidigal, estes integravam a Comissão, além de contar com o apoio do Deputado Estadual Ciro Maciel, da cidade de Piranga e de vários outros participantes, principalmente comerciantes, fazendeiros e do eminente filho da terra, o político e historiador, Padre Pedro Maciel Vidigal, que abraçaram a causa com entusiasmo. O Processo arrastou-se por cerca de dez meses, cheio de controvérsias, prós e contras, e no dia 13 de Dezembro de 1953, o Distrito de Calambau foi elevado à categoria de município, pela Lei Estadual nº 1.039, passando a denominar-se Presidente Bernardes, em homenagem ao ilustre mineiro, Artur da Silva Bernardes, (Ver dados biográficos mais à frente), que foi Presidente (Governador) do Estado de Minas Gerais (1918/1922) e Presidente da República (1922/1926).

 

 

 

Fonte: http://www.presidentebernardes.mg.gov.br/

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