História de Lorena

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Lorena é um município brasileiro do estado de São Paulo na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Localiza-se a uma latitude 22º43’51” sul e a uma longitude 45º07’29” oeste, estando a uma altitude de 524 metros. Sua população estimada é de aproximadamente 86.764 hab. (209,69 hab./km²) e sua área é de 414 km² após a emancipação política de Canas, seu último distrito.

O município teve sua origem num povoado que surgiu, no final do séc. XVII, como uma necessidade de apoio às expedições dos bandeirantes e viajantes na travessia do rio Paraíba na cobiça do ouro à Minas Gerais, onde foi instalado o denominado “Porto de Guaypacaré”.

Conhecida como Vila de Guaypacaré em 1705. Do ponto de vista administrativo, a freguesia foi criada em 1718 e o município em 1788. Lorena foi elevada a cidade em 1856. Conhecida pelas cidade das “palmeiras imperiais”, recebeu a Monarquia Imperial Brasileira, desde, D.Pedro I, cujo caminho esta foi para a Proclamação da Independência, e em sua estadia na conhecida Rua da Palmeiras. Depois recebeu a visita do Imperador D. Pedro II, Princesa Isabel e seu marido, o Conde D’eu, que se hospedaram na suntuosa residência do Sr. Conde Moreira Lima.

Lorena ainda no auge dos tempos do café abrigou grandes fazendas com destaque as do próprio Conde Moreira Lima, Barão de Santa Eulália, Barão da Bocaina, Albano José, Cornélio João da Silva, Tomás Alves de Figueiredo, entre outros.

O núcleo inicial da povoação surgiu no fim do século XVII ao redor das roças de Bento Rodrigues Caldeira, com o nome de Porto de Guayapacaré. Em 1705, tornou-se Nossa Senhora da Piedade após a construção da capela da cidade à Santa de mesmo nome feita com doações de Bento Rodrigues Caldeira, João Bosco de Almeida e Pedro da Costa Colaço. Tornou-se freguesia em 1718 e foi elevada à categoria de Vila em 14 de novembro de 1788, com o nome de Lorena por decreto do Capitão-General Bernardo José de Lorena, então governador de São Paulo. A Vila de 1788 tornou-se cidade em 1856. Na década anterior havia tomado parte, ao lado de Silveiras, na Revolução Liberal de 1842, dominada pelo Duque de Caxias. Passara, então, a pertencer à província do Rio de Janeiro, castigo que durou pouco tempo, pois já no ano seguinte voltou à província de São Paulo.

Lorena, por sua vez, vinte e oito anos depois de criado seu município, sofreu seu primeiro desmembramento: em 1816, Areias se emancipava, levando consigo todas as terras hoje pertencentes a Areias, Bananal, Silveiras, Queluz, São José do Barreiro e Lavrinhas, num total de 2487 km², ou seja, uma área correspondente a dois terços da área original do município lorenense. E daquilo que então lhe restou, Lorena ainda veio a perder, mais tarde, Cruzeiro, em 1871; Cachoeira Paulista em 1880 e Piquete em 1891.

O povoado nasceu como ponto de apoio das expedições bandeirantes que iam a Minas Gerais à procura de ouro. No século XIX. Em 1937 a cidade torna-se sede de bispado, com a criação da diocese de Lorena, que abrange 11 municípios: os dez em que se dividiu o originário e mais o de Cunha.

Lorena desenvolveu-se com a cultura de cana-de-açúcar e do café. Atualmente a principal atividade econômica do município é a pecuária, especialmente a leiteira.

 

Origem do Nome

Lorena, assim como muitas outras cidades do Vale do Paraíba, chamou-se inicialmente “Hepacaré’, nome tupi-guarani que, segundo Teodoro Sampaio, quer dizer “braço ou seio da lagoa torta”, em virtude de um braço do rio Paraíba ali existente na época, mas, segundo o Relatório da Província de São Paulo, de Azevedo Marques (1887), “hepacaré” significa “lugar das goiabeiras”.

 

 

 

Fonte: Wikipédia

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