História de Lima Duarte

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Lima Duarte é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertence à Mesorregião da Zona da Mata e Microrregião de Juiz de Fora e localiza-se a sul da capital do estado, distando desta cerca de 295 km.Ocupa uma área de 848,089 km², sendo 2,525 km² estão em perímetro urbano, e sua população em 2010 era de 16 166 habitantes,sendo então o 222º mais populoso do estado mineiro.

A sede tem uma temperatura média anual de 20,1°C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Com uma taxa de urbanização da ordem de 72%, o município contava, em 2009, com 22 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,739, considerando como elevado em relação ao estado.

Na área da cultura e lazer, destaca-se na realização de diversos eventos anuais, como o Carnaval de Lima Duarte, em fevereiro ou março, ou a Exposição Agropecuária, realizada em setembro ou outubro. Possui ainda alguns atrativos turísticos de valor cultural ou histórico, como a Igreja Nossa Senhora do Rosário ou o Calçamento de Paralelepípedos da Praça Juscelino Kubitschek. No município situa-se também o Parque Estadual do Ibitipoca, conhecido por suas montanhas, cachoeiras e trilhas para caminhada, além de vistas panorâmicas dos vários morros que compõem a paisagem do lugar.

 

Colonização e pioneirismo
Até meados do século XVII, a região do atual município de Lima Duarte não passava de uma área de mata virgem, quando por volta do ano de 1692, apareceram os primeiros bandeirantes. Este grupo era liderado por padre João Faria Filho, então vigário de Taubaté, além de ter sido um dos pioneiros dos descobrimentos de Ouro Preto.
Padre João foi quem encontrou ouro no leito do Rio do Peixe.Desse descobrimento, Bento Corrêa De Souza Coutinho deu a notícia ao Governador–Geral do Brasil na Bahia, Dom João de Lencastre, através de carta enviada a 29 de julho de 1694. A partir daí, iniciou-se o povoamento daquele lugar com a migração de colonizadores vindos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de portugueses.
Mesmo assim, durante anos a região permaneceu isolada, já que os proprietários das terras tinham objetivo de contrabandear ouro.[9] No entanto, por volta da década de 1700, através de denúncias, Dom Rodrigo José de Menezes, então governador e capitão-general de Minas Gerais, tomou conhecimento dessa situação e interditou todas as terras que lá situavam-se, redistribuindo-as aos mineradores, passando a cobrar impostos sobre o ouro extraído. Em 1740 foram construídas as primeiras povoações, às margem do Rio do Peixe.

 

Evolução administrativa e origem etimológica
Dado o desenvolvimento populacional demográfico daquela área, em 1839 a povoação foi elevada a Distrito de Paz e em 27 de junho de 1859 foi criada freguesia ao povoado do Rio do Peixe, por lei provincial nº. 991. Por empenho pessoal de João de Deus Duque e Francisco Delgado Mota a freguesia foi elevada à vila pela lei provincial nº. 2.804, de 3 de outubro de 1881, por desmembramento da vila de Barbacena. A Vila foi elevada à cidade em 1884, pela lei provincial nº. 3.629, de 30 de outubro, já com o nome de Lima Duarte, em homenagem a José Rodrigues de Lima Duarte, visconde, Ministro da Marinha, Conselheiro de Estado, deputado provincial e geral e senador do Império, importante líder político do Partido Liberal na região.

Com o passar do tempo também houve várias alterações em sua divisão distrital. Quando emancipada, Lima Duarte era composta apenas pela Sede, criada em 29 de novembro de 1881. Em 14 de setembro de 1891, pela lei estadual nº 2, foram criados os primeiros distritos: Conceição de Ibitipoca, Santana do Garambéu e São Domingos da Bocaina. Pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, o município adquiriu os distritos de Pedro Teixeira e Santo Antônio da Olaria. Pela lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de São José dos Lopes. A lei estadual nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou os distritos de Santo Antônio do Olaria (que, em 1938, passou a chamar-se simplesmente Olaria), Pedro Teixeira e Santana do Garambéu, restando atualmente três, além da Sede.

 

 

Fonte: Wikipedia

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