História de Congonhas do Norte

congonhas do norte

O povoado que deu origem ao Município de Congonhas do Norte, surgiu da necessidade que as entradas e bandeiras tinham de um ponto de apoio e de reabastecimento. Assim as margens do ribeirão congonhas, nome dado devido a grande quantidade de uma planta medicinal ali existente, chamada Congonhas ou Mate se formou o povoado que se transformou em distrito do Serro, com a denominação de Congonhas.
O então município de Congonhas do Norte figura no território de Vila do Príncipe (Serro) criado em 29 de janeiro de 1714, que foi desmembrado do município de Sabará. Congonhas do Norte já era citada por Botânicos, franceses, Russos e Alemães desde 1817, quando aqui estiveram. Posteriormente, Congonhas do Norte passou a pertencer ao território de Vila da Conceição (Conceição do Mato Dentro, criado em 23 de março de 1840), e na mesma data foi elevada a paróquia pela lei nº 544. O distrito foi restaurado pela lei nº818 de 04 de julho de 1857 e foi elevado a município pela lei nº 2764 de 30 de dezembro de 1962 com o nome de Congonhas do Norte. O município instalou-se em 1º de março de 1963 (COSTA 1970).
O passado histórico de Congonhas do Norte está preservado na bela Igreja Matriz, Tombada a nível estadual pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico); cuja padroeira é Santana, e em inúmeras outras construções que formam o belo patrimônio material. Alem disso se expressa por intermédio de inúmeras manifestações culturais, religiosas, folclóricas, como por exemplo, pelo artesanato, ou seja, por um grande patrimônio imaterial.
(Origem de Congonhas do Norte: A origem de Congonhas do Norte data-se do período de 1711 a 1715, época em que aportou no local, que após, tomou o nome de Nossa Senhora do Pilar de Gaspar Soares, uma caravana de paulistas, comandada por Fernão Dias Paes Lemes e como auxiliar, seu genro Manuel de Borba gato, fundaram ali uma Bandeira, estabelecendo – se por algum tempo naquele local. Dividiram-na logo depois em duas, internando se em Minas Gerais, a procura de ouro e pedras preciosa, seguindo uma para o nordeste, sob o comando de Fernão Dias e outra para o norte, sob comando de Manuel de Borba Gato, este para evitar surpresas de índios e animais ferozes, tomaram o caminho das campinas de Cima da Serra da Lapa, pousando durante a noite, em diversos locais, destacando – se entre estes, os locais pertencentes a Congonhas do Norte, que foram denominados de Campo Redondo, Intendente, Riacho das pedras, Carapinas, etc. vindo depois acampar num desvão da serra da Lapa, pelo motivo de terem encontrado as margens dos rios e córregos que banhavam um arbusto que conheciam pelo nome de “congonhas ou mate”; fundando ali uma bandeira a qual deram o nome de Congonhas de Cima da Serra da Lapa. Neste local, como era de costume das Bandeiras, ergueu em um monte próximo, uma tosca ermida coberta de palha de coqueiro, e ai colocou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima Santana. Estabelecida assim a Bandeira que tomou o nome de Congonhas de Cima da Serra da Lapa, subordinada a antiga Bandeira da freguesia de São Francisco de Assis de Paraunas, após, distrito do mesmo nome; Arraial de Congonhas do Norte, devido a sua situação geográfica (norte).
Segundo tradições populares, foi escolhido o nome por D. João VI, por residência de uma família portuguesa de nome José Velho Barreto do Rêgo, na qual o monarca português tivera duas filhas de origem bastarda, de nomes: Maria e Eufêmia; deu as como patrimônio uma sesmaria de terra com sede denominada Lagoa em mediações do arraial.
Nesta sesmaria, descoberto por um escravo de nome Lucas, por trás de um pontal de serra, dito veeiro de ouro, o qual segundo tradições, (pessoas mais velhas da cidade), foi usado a mando das meninas para a construção da Igreja Matriz de Nossa Srª. Santana).

 

 
Fonte: http://www.congonhasdonorte.mg.gov.br/

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