Caminho Religioso da Estrada Real (CRER) – Conheça!

Caminho Religioso da Estrada Real (CRER) liga padroeira de Minas Gerais à padroeira do Brasil

Desenvolvido pela Secretaria de Estado Turismo e Esportes de Minas Gerais, em parceria com o Instituto Estrada Real, e inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, o CRER se justifica a partir de um levantamento da intensidade do turismo religioso no país e nos atrativos de Minas Gerais. Dados da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontam que 8,1 milhões das viagens domésticas no Brasil são motivadas pela fé. Além disso, quase a metade dos brasileiros que vão a Aparecida do Norte todos os anos é mineira.

Os secretários de estado de Turismo e Esportes e de Cultura

com D. Walmor no Santuário Nossa Senhora da Piedade

Convite ao Papa – Em 2017, o Santuário Nossa Senhora da Piedade completa 250 anos de peregrinação. Para celebrar a data, D. Walmor convidou o Papa Francisco para participar das comemorações. O Santuário é o ponto de chegada do Caminho Religioso da Estrada Real – CRER. O outro extremo é Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida/SP. O peregrino pode percorrer o caminho a pé, a cavalo ou de bicicleta, em uma única viagem ou por etapas, conforme a sua disponibilidade. Ao todo, são 1.032 km que perpassam 38 municípios, sendo33 em Minas Gerais e cinco em São Paulo.

Conquistar o Caminho Religioso da Estrada Real é uma experiência religiosa única. Possibilita ao peregrino reviver a passagem dos bandeirantes em busca de uma vida melhor, conhecer histórias de construção de templos que irradiaram cidades – histórias de fé, de sofrimento e de visão de futuro, participar de manifestações que acompanham as sociedades desde sua formação, vivenciar mo­mentos de contemplação, de autoconhecimento, de superação, de espiritualização e de transformação. Tudo isso num cenário de tem­plos barrocos, casarios coloniais, comunidades com forte devoção religiosa e belíssimas paisagens montanhosas.

De acordo com o secretário de Turismo e Esportes, Geraldo Pimenta, “o turismo religioso é o que mais cresce no mundo. Para se ter uma ideia, em todo o ano de 2010, o Santuário recebeu 30 mil visitantes. Este ano, somente em janeiro, ou seja, em um mês, 35 mil pessoas visitaram o local”, reafirma. E acrescenta: “é importante ressaltar que o movimento fortalece o desenvolvimento da economia do turismo, gerando empregos, renda e a consequente melhoria da qualidade de vida das comunidades ao longo do Caminho”.

Rota da Fé – Partindo da Serra da Piedade, a 1.696m de altitude, ponto mais alto do percurso, o caminhante observa o Maciço do Espinhaço, juntamente com as serras do Caraça, do Itacolomi, do Itabirito e de Ouro Branco – todas localizadas na região do Quadrilátero Ferrífero, uma das mais ex­traordinárias regiões minerais do mundo.

O Caminho segue em direção ao Campo das Vertentes, onde se sobressaem as serras do Gambá, do Lenheiro e de São José. Passa pelo Sul de Minas, local de solo fértil, domínio da imponente Serra da Mantiqueira, que faz a divisa natural entre Minas Gerais e São Paulo, onde as nascentes seguem em direção ao vale do Rio Paraíba do Sul. No trajeto es­tão algumas Unidades de Conservação, como o Santuário do Caraça, o Parque Estadual do Itacolomi, com altitudes que variam de 700m a 1.772m e grande diversi­dade biológica, além de diversos cursos de água e a APA Mantiqueira, uma das maiores Unidades de Conservação do sudeste brasileiro. Ao passar por estas áreas, o peregrino, além de conhecer e contem­plar a exuberância da paisagem, deve se atentar às regras básicas de compor­tamento que precisam ser adotadas em áreas de proteção ambiental.

No itinerário encontra-se o Santuário Nossa Senhora da Conceição, antiga Igrejinha de Nhá Chica, que acolhe peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. O santuário, que abriga o corpo da beata, está localizado em Baependi, município onde Nhá Chica viveu desde bem criança. A cidade de São João Del Rei onde a beata nasceu também faz parte do trajeto.

A ideia é seguir a mesma dinâmica do Caminho de Santiago de Compostela. O peregrino receberá um passaporte, que será carimbado em cada uma das cidades por onde passa. Ao final do trajeto, re­ceberá um certificado, distribuído em um dos dois extremos do caminho. Os passaportes poderão ser retirados nos locais credenciados pelos municípios.

A rota já está toda sinalizada para que o peregrino possa se orientar com segurança. Totens instalados em locais estratégicos indicam as direções. Placas indicativas apresentam o mapa geral do caminho, mostrando os municípios do percurso. Há ainda o quadro de distâncias da rota, a sua localidade atual (“Você está Aqui”), a localidade anterior (“Destino de onde você veio”) e qual será a próxima localidade (“Destino turístico a ser visitado na Rota”), além dos detalhes específicos de altimetria, que mostra as diferenças de níveis do terreno. Também foram instalados paraciclos para aqueles que optarem por percorrer o CRER de bicicleta.

 

 

 

Fonte: www.turismo.mg.gov.br

 

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